8 distúrbios de sono e como lidar

Atualizado: Mar 15

1. Insónia

A insónia é o distúrbio do sono mais frequente, e pode ser caracterizado por dificuldade em iniciar o sono, dificuldade em manter o sono, despertares durante a noite, despertar cedo ou mesmo ser identificada devido a queixas de sensação de cansaço durante o dia.

Ela pode surgir isoladamente ou ser secundária a uma doença, como depressão, alterações hormonais ou doenças neurológicas, por exemplo, ou ser provocada por certas substâncias ou remédios como álcool, cafeína, ginseng, tabaco, diuréticos ou alguns antidepressivos.

Além disso, em muitos casos, a insónia é provocada simplesmente pela existência de hábitos inadequados, que prejudicam a capacidade de dormir, como não ter uma rotina para dormir, estar em um ambiente muito luminoso ou barulhento, comer muito ou tomar bebidas energéticas à noite ou a utilização excessiva do telemóvel e outras tecnologias.

O que fazer: para combater a insónia, é necessário ir à consulta médica, que poderá avaliar a existência ou não de condições ou doenças que estejam causando a insónia, através da análise clínica e realização de exames. É orientado fazer a higiene do sono, através de hábitos que favorecem o adormecimento, e quando necessário, medicamentos ansiolíticos também podem ser indicados.


2. Apneia do sono

Também chamada de síndrome da apneia obstrutiva do sono, ou SAOS, esta é uma perturbação da respiração em que ocorre uma interrupção do fluxo respiratório, devido ao colapso das vias aéreas.

Esta doença provoca alterações no sono, ocorrendo uma incapacidade de atingir fases mais profundas, e dificultando o descanso adequado. Assim, pessoas com apneia do sono costumam ficar sonolentas durante o dia, gerando complicações como dores de cabeça, perda da concentração, irritabilidade, alterações da memória e pressão alta.

O que fazer: o diagnóstico é indicado pela polissonografia, e o tratamento é feito com o uso de máscaras adaptáveis de oxigénio, chamada de CPAP, além de alterações de hábitos como perder peso e evitar o fumo. Em certos casos, pode ser indicada uma cirurgia para correcção do estreitamento ou obstrução do ar nas vias respiratórias, causada por deformidades, ou a colocação de implantes.


3. Sonolência excessiva durante o dia

A sonolência excessiva diurna é a dificuldade em se manter acordado e alerta ao longo do dia, havendo um excesso de sono, que atrapalha o desempenho das atividades diárias e pode até expor a pessoa ao risco durante a condução de automóveis ou manuseio de equipamentos.

Ela costuma ser provocada por situações que privam a existência de um sono adequado, como haver pouco tempo para dormir, sono interrompido várias vezes ou despertar muito cedo, e também devido ao uso de certos remédios que provocam o sono, ou a doenças como anemia, hipotireoidismo, epilepsia ou depressão, por exemplo.

O que fazer: o tratamento é indicado pelo médico de acordo com a causa do problema, e consiste especialmente em melhorar a qualidade do sono durante à noite. Sestas programadas durante o dia podem ser úteis em algumas situações e, em casos estritamente indicados pelo médico, pode ser recomendado o uso de remédios estimulantes.


4. Sonambulismo

Sonambulismo faz parte da classe de distúrbios que provocam comportamentos inadequados durante o sono, chamadas de parassonias, em que há um alteração do padrão do sono devido à activação de áreas do cérebro em momentos inapropriados. É mais frequente em crianças, apesar de poder existir em qualquer idade.

A pessoa com sonambulismo manifesta catividades motoras complexas, como caminhar ou conversar, podendo em seguida despertar ou voltar a dormir normalmente. Geralmente, há pouca ou nenhuma recordação do ocorrido.

O que fazer: na maioria das vezes não é necessário qualquer tratamento, sendo que o quadro tende a diminuir a partir da adolescência. Em alguns casos, o médico poderá indicar medicamentos ansiolíticos ou antidepressivos para ajudar a regularizar o sono.


5. Síndrome das pernas inquietas

A síndrome das pernas inquietas é uma desordem neurológica que causa sensação de desconforto nas pernas, geralmente, associada à necessidade incontrolável de movimentar as pernas, e costuma surgir durante o repouso ou na hora de dormir.

Tem provável causa genética, e pode ser piorada devido a períodos de stress, pelo uso de substâncias estimulantes, como cafeína ou álcool, ou em caso de doenças neurológicas e psiquiátricas. Esta síndrome atrapalha o sono, podendo provocar sonolência durante o dia e fadiga.

O que fazer: o tratamento envolve medidas para diminuir o desconforto e melhorar a qualidade de vida do indivíduo, incluindo evitar o uso de substâncias estimulantes, como álcool, fumo e cafeína, praticar exercícios físicos e evitar privar o sono, pois a fadiga piora o quadro. O médico também poderá indicar remédios como os dopaminérgicos, opióides, anticonvulsivantes ou a reposição de ferro em casos específicos.


6. Bruxismo

Bruxismo é um distúrbio do movimento caracterizado pelo ato inconsciente de ranger e apertar os dentes de forma involuntária, causando complicações desagradáveis como alterações dentárias, dores de cabeça constantes, além de estalidos e dores na mandíbula.

O que fazer: o tratamento do bruxismo é orientado pelo dentista, e inclui o uso de um dispositivo encaixado sobre os dentes para evitar o desgaste, correcções de alterações dentárias, métodos de relaxamento e fisioterapia.


7. Narcolepsia

Narcolepsia é um ataque de sono incontrolável, que leva a pessoa a dormir em qualquer hora e qualquer ambiente, sendo necessário que a pessoa realize muito esforço para conseguir não cair no sono. Os ataques podem surgir poucas ou várias vezes ao dia, e o sono costuma durar alguns minutos.

O que fazer: o tratamento inclui medidas comportamentais para melhorar o sono, como dormir e levantar em horários regulares, evitar bebidas alcoólicas ou remédios com efeito sedativo, fazer sestas programadas, evitar tabaco e cafeína, e, em alguns casos, é indicado o uso de medicamentos psicostimulantes.


8. Paralisia do sono

Paralisia do sono é caracterizada pela incapacidade de se mover ou falar logo após acordar. Ela surge por um breve período devido a um atraso na capacidade de movimentar os músculos, após o despertar do sono. Algumas pessoas podem ter alucinações, como ver luzes ou fantasmas, mas isto acontece porque o cérebro acabou de despertar de uma fase do sono em que ocorrem sonhos vívidos, chamada de sono REM.

Pessoas com maior risco de desenvolver este fenômeno são aquelas que tiveram uma privação do sono, devido ao uso de certos medicamentos ou devido à presença de outros distúrbios do sono, como narcolepsia ou apneia do sono .

O que fazer: a paralisia do sono, geralmente, não requer tratamento, já que se trata de uma alteração benigna, que dura poucos segundos ou minutos. Ao vivenciar a paralisia do sono, deve-se manter a calma e tentar movimentar os músculos.


Assista o vídeo seguinte e veja quais as dicas que deve seguir para dormir melhor:






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